terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em defesa de Máxima Acuña Chaupe

                                                                                      Foto: Françoise Chambeau


A primeira condição para modificar a realidade é conhecê-la, já afirmara Eduardo Galeano. Contextualizá-la, relacioná-la e ver as semelhanças com a realidade local torna-se uma exigência no atual momento de perdas de direitos.

Perto da cidade de Cajamarca, nas montanhas do norte do Peru, estão lagos, montanhas, lagoas e comunidades indígenas. A empresa Yanacocha quer destruir tudo e implantar na região uma mineradora de ouro e cobre. É contra essa exploração que luta a camponesa Máxima Acuña de Chaupe.

Agricultora, ambientalista, vencedora do Prêmio Goldman[1] por sua luta em defesa da água e contra as multinacionais, Máxima Acuña de Chaupe pode ter o mesmo fim de Berta Cáceres, de Honduras, se a opinião pública internacional não agir rapidamente em seu favor.  A ganhadora do Goldman e sua família tem sofrido constantes ameaças, mesmo após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA) e a Anistia Internacional se mobilizarem em sua defesa.

Suas terras foram invadidas, suas plantações e cabana foram destruídas, ela mesma já chegou a ser agredida por funcionários da mineradora após ganhar um litígio de terra contra a empresa. As ameaças a sua família têm sido uma constante.

Ontem foi a vez de seu marido, Jaime Chaupe Lozano, ser preso enquanto participava de uma diligência de inspeção em seu terreno, , fruto de uma demanda civil interposta pela empresa Yanacocha.



[1] O Prêmio Goldman é um prêmio concedido anualmente como recompensa a defensores da natureza e do meio ambiente, dividido em 6 categorias, de acordo com a zona geográfica: Áfria, Ásia, Europa, nações insulares, América do Norte, América Centra e América do Sul.

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