domingo, 10 de janeiro de 2016

Cidade Locomotiva, mais uma comunidade visitada pelo blog!

Fotos: Paulo Honório

Foi um domingo de muito trabalho na companhia do fotógrafo e companheiro Paulo Honório. Primeiramente, visitamos as obras do Programa Minha Casa Minha Vida Entidades que está sendo realizado na cidade de Serrana, a partir de uma parceria da comunidade local com o pessoal do MOHAS ( Movimento de Habitação de Ação Social).

Ali em Serrana estão sendo construídas 122 unidades de habitação pelo programa do Governo Federal. Vani, representante do MOHAS, nos disse que a autogestão social é a tônica dos empreendimentos do Minha Casa Minha Vida Entidades, com a comunidade tomando em conjunto todas as ações necessárias, contanto com o suporte técnico dos parceiros, como o MOHAS.


Em Serrana também estava presente o advogado Benedito Roberto Barbosa (Dito), da União Movimento de Moradia e da Central de Movimentos Populares de São Paulo. Dito nos disse da expectativa do lançamento da terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida e que todo esse avanço na política pública alcançado nos governos de Lula e Dilma se deve à mobilização popular e que esta mobilização será fundamental para a continuidade e aprofundamento do programa.

"Hoje cerca de 5% dos recursos do programa são destinados para as moradias destinadas às pessoas de baixa renda, mas acreditamos que o fortalecimento da mobilização popular vai garantir não só a consolidação do programa, mas a sua ampliação destinada às faixas mais pobres"

Voltamos para Ribeirão Preto para nos juntarmos ao urbanista Mauro Freitas e irmos visitar a comunidade Cidade Locomotiva, uma ocupação social realizada pela União dos Movimentos dos Sem Teto e Sem Terra de Ribeirão Preto em áreas federais no antigo terreno da FEPASA, no bairro Jóquei Clube, também conhecida como ocupação Mogiana.

São cerca de 500 famílias que ali estão desde março de 2015 vindas das desocupações forçadas realizadas na região do Ribeirão Verde.



Ali, mais uma vez, o blog O Calçadão encontrou pessoas, famílias e sonhos. A luta pela moradia popular depende da mobilização para enfrentar o poder da especulação imobiliária. Enquanto o poder público não coloca em funcionamento os instrumentos legais do Estatuto das Cidades para combater os espaços vazios de especulação imobiliária urbana e promova um processo social de moradia popular, as famílias de sem teto só encontram a ocupação e o apoio de entidades como forma de luta.

Muitos sofrem com a falta de um endereço regular para ter acesso adeuqdo aos sistemas de saúde, educação e transporte público.

Nesta área pertencente à FEPASA e que consta no Sistema de Propriedades da União, muitas famílias ocupam os vagões abandonados, por isso o nome 'cidade locomotiva'. Encontramos o casa Fernando e Dauani que nos recebeu na sua casa 'vagão', num ambiente tornado por eles confortável a ponto de espantar a todos.


Segundo nos conta o líder Eli Mariano, a União Movimento de Moradia já conseguiu disponibilizar outros 120 vagões para acomodar mais famílias enquanto aguardam a destinação final da área para projetos de moradia.


A união das pessoas busca contornar os problemas diários, como a falta de encanamento de esgoto que atravessa a comunidade.



O Calçadão se coloca mais uma vez a serviço do movimento popular de Ribeirão Preto, conhecendo e divulgando para nossos leitores onde vivem, como pensam e o que sonham as pessoas que lutam por moradia na cidade. Nossa intenção é conhecer e mostrar todos os cerca de 45 núcleos de favelas em Ribeirão Preto, onde homens, mulheres, jovens e crianças fazem da luta a sua vida.



Ricardo Jimenez

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