quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Reflexões de um Professor




É, amigos, 2014 se foi!
Como diz um amigo meu (Gregório): passou tão rápido quanto uma facada no baço.
Particularmente, eu não via a hora deste ano terminar. Anozinho FDP! Ano que nos levou Suassuna, Jair Rodrigues, José Wilker, Gabriel Garcia Marques, Manoel de Barros e tantos outros. Mas foi um ano também de vitórias. Para o bem ou para o mal, 2014 foi inesquecível, principalmente a partir do segundo semestre. Os ânimos se acirraram nas redes sociais e caiu a máscara do machismo, da homofobia, do racismo e do preconceito social e regional que estava encubado na nação mais "pacata" do mundo. A nação miscigenada de Sérgio Buarque. Houve um momento, nos debates via internet, que me senti o próprio Sakamoto ao me mandarem para o Nordeste passar fome junto com os "ignorantes eleitores" daquela região (como afirmou, num rasgo de infelicidade, o nosso ex-presidente sociólogo). Aquela região, o nordeste brasileiro, que o candidato derrotado mineiro-carioca disse que tem um "pedaço encrustado" em Minas. Mas sempre acho positivo quando as máscaras caem. Ainda mais quando no final houve uma vitória. Uma vitória não por aqueles que ganharam (pois estão longe dos ideais sonhados por nós), mas por aqueles que perderam e que representavam um grande retrocesso no processo de melhoria das condições sociais, timidamente conquistado ao longo dos últimos 12 anos.
Mas sou um professor do Estado de São Paulo e acho que há um mistério por ser desvendado: não se encontra, sequer, um eleitor que assuma ter votado no nosso governador reeleito com 60% dos votos! Quem tiver alguma pista sobre como desvendar este mistério, deixe um comentário aqui embaixo. 
Mas sou fundamentalmente um brasileiro e, como diz o chavão, não desisto nunca. Tenho minhas esperanças para o ano que está batendo à nossa porta. Esperança na continuidade das políticas de inclusão social, no avanço do discurso anti-neoliberal e esperança, como professor de São Paulo, que o nosso governador libere o resultado da prova de mérito: essa invenção neoliberal sustentada no discurso enganoso da meritocracia e que nos dá um aumento de 10% no salário. Isso mesmo, 10%, e ainda assim o governo congela o resultado da prova, como congelou a poucos dias a compra de papel higiênico nas escolas.
Tenho esperanças, também, de que este verão seja mais chuvoso e menos quente. Detesto calor. Tenho esperança de ganhar a BMW que será sorteada num dos shoppings da cidade, se bem que nem lembro se depositei ou não o cupom na urna. Ah, tenho esperança que minha plantinha (a jibóia) não morra de sede nestes dias em que me encontro ausente visitando meus familiares. Mas, sobretudo, tenho esperanças de que o interesse que o brasileiro demonstrou pela política este ano não esmaeça feito as paredes de um sobrado caiado de amarelo no sol escaldante do semi-árido. Pode ser utopia, mas espero que o brasileiro desperte sua consciência, se informe melhor, buscando novas alternativas de mídia e informação, e saiba reconhecer o que é bom e o que é ruim na política, sempre com um olhar popular e de diminuição das desigualdades. Por aqui nós colaboraremos, com nosso blog O Calçadão!
Nossa!! Falei tanto em esperança que me lembrei agora de um poema de Fernando Pessoa que termina dizendo: QUANDO VIM A TER ESPERANÇAS, JÁ NÃO SABIA TER ESPERANÇA.
Feliz 2015.

Rilton Nogueira, professor, geógrafo e amante da voz feminina na música brasileira.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O passado ainda não passado a limpo!




Compartilhamos o documentário Cidadão Boilesen, mostrando a construção da rede cívico-militar de repressão, tortura e morte montada após o golpe de 64.
Recentemente a Comissão da Verdade publicou seu relatório após mais de 3 anos de trabalho. Infelizmente, nosso país ainda não está maduro para passar esse passado a limpo. Apesar dos esforços, a Comissão da Verdade não conseguiu responder à questão mais fundamental: onde estão os corpos dos desaparecidos? e isso não foi possível pois as Forças Armadas insistem em dizer que os arquivos foram destruídos.
O Brasil permanece na luta pelo esclarecimento desse passado, pela justiça e pelo entendimento de que crime de tortura não prescreve!




domingo, 28 de dezembro de 2014

Lei de Regulamentação da Mídia no Uruguai e a proteção à criança, ao adolescente e ao jovem.

A República Oriental do Uruguai aprovou após 18 meses de deliberações um marco regulatório sobre a mídia de seu país. Isso é um passo muito importante para que a informação não seja manipulada a bem de uma classe, para que os meio de comunicações estejam ao serviço da democracia.

Mas não é isso que eu pretendo destacar aqui. 

Essa legislação uruguaia cria um horário de proteção midiática para crianças, adolescentes e jovens.

Todos sabemos como a mídia influencia nossas crianças e nossos jovens. Sendo assim, o legislador uruguaio estabelece um horário de proteção à crianças e adolescentes.


O mais importante é o espírito desse artigo, que primeiramente percebe e reconhece como a mídia gera consciência da realidade e como essa consciência pode ser manipulada pelas empresas de publicidade e propaganda. O que está em jogo nesse artigo é que a criança deve estar protegida de ser manipulada e explorada por uma indústria de entretenimento que pode moldar o modo como a realidade deve ser entendida por ela. 

Por isso, penso que o Brasil, apesar de ter uma das legislações de proteção à criança e ao adolescente mais avançada do mundo, ainda não se deu conta de como a mídia gera situações de compreensão de mundo e cria  valores que não são reais, mas que só servem para garantir o lucro das corporações que exploram o mundo imaginário infantil e transformam a inocência das crianças em lucro e pervertem a lógica de responsabilização pelos males da sociedade. 

Democratizar a mídia no Brasil é urgente! Por isso, devemos ficar de olho nos oligopólios da comunicação que deturpam a verdade e tentam criar uma realidade que não serve à democracia. Proteger as crianças e adolescentes é proteger a democracia.

Começamos a discutir esse temática, vamos abordando mais assuntos importantes sobre a regulamentação da mídia e a proteção da infância e adolescência nos próximos posts. Aguardem!!!

Fabio Pereira Soma. Mestre em Filosofia e Pedagogo

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Fernando Haddad: ninguém desaprende a andar de bicicleta!




A eleição de Fernando Haddad em São Paulo, em 2012, foi uma grande vitória dele próprio e de Lula, que o indicou e o bancou em uma campanha para lá de dura e com índices de sujeira muito altos ( basta lembrar que seu adversário direto era o José Serra, vindo com sangue nos olhos da baixaria que foi a campanha presidencial de 2010).
Mas a vitória de 2012 na capital paulista pode ser muito mais significativa do que uma simples vitória de Lula ou do próprio Haddad. A vitória pode ser a oportunidade para o PT retomar o seu rumo em São Paulo, pois não é novidade para ninguém que o PT paulista, que cresceu e se fortaleceu em São Paulo na década de 90, foi ferido de morte na década de 2000. Suas principais lideranças foram ceifadas numa batalha sangrenta que se travou e se trava entre o grupo governante e a oposição midiática desde que Lula chegou ao poder em 2003. 
Depois de um começo trôpego e com índices de rejeição elevados ( o que não é novidade, haja vista o grau de ódio desinformado que assolou a população paulista e que deu rios de votos para um candidato que não foi capaz de vencer nem na sua própria terra ), Haddad, aos poucos, está conseguindo romper um isolamento de comunicação e marcar a sua gestão, no Brasil e no mundo, com uma agenda moderna e progressista. E seus índices de aprovação têm aumentado.
São vários os veículos de mídia alternativa que divulgam as realizações da administração Haddad e que você pode acompanhar (aqui), mas, em geral, sua marca está no aumento do investimento social e de infra-estrutura, na valorização do transporte coletivo e nas ciclo vias, na revitalização de áreas degradadas (principalmente centrais), na concepção histórica de imposto progressivo, como na questão do IPTU (quem tem mais paga mais e quem tem menos paga menos) e no debate do Plano Diretor, onde introduziu as Zonas Especiais de Interesse Social, criando um contra-ponto ao absolutismo do poder financeiro sobre os destinos da cidade.
Outra coisa muito importante foi o combate à corrupção de maneira eficaz, criando uma Controladoria Municipal e aumentando muito o controle sobre o aumento patrimonial de servidores de alto escalão. Enfrentou a máfia dos alvarás, que existia há mais de 15 anos, com lucidez e pulso firme. Aliás, Haddad vai na direção de um posicionamento comum em países desenvolvidos e que se querem sérios: as decisões de chefia ( que envolvem altos contratos ) não devem ser tomadas em salas fechadas e sob a rubrica de um único servidor, mas em ambientes abertos onde a conversa se faz à luz da legalidade e da impessoalidade.
No trato político ( que não é algo fácil e nem banal ), Haddad também tem trilhado bom caminho. É sabido de todos os problemas históricos enfrentados ( e até incentivados por Prefeitos do passado ) na relação com a Câmara de Vereadores. O Prefeito tem conseguido construir uma maioria estável e discutir questões programáticas sem apelar para o toma lá da cá de baixo nível. E ainda tem a delicada relação com a força política de Kassab, que é o nomeado Ministro das Cidades e líder de uma bancada importante em nível nacional e tem, na cidade, um passivo que Haddad tem enfrentado com habilidade.
Enfim, Haddad é a lufada de ar fresco que o PT precisa em São Paulo. Ar fresco que o PT já exalou no início dos anos 90 e que fez o partido governar dezenas de municípios importantes no Estado e criando novidades como o orçamento participativo. É preciso que o PT se abra a este novo, se disponha a receber gente nova e com ideias novas, para se reconstruir em São Paulo.
Esse blog, O Calçadão, não desiste de São Paulo e se propõe a combater o ódio desinformado com posicionamento político e informação. Temos no Prefeito Haddad uma grande esperança crítica de abertura de um novo caminho, um caminho que contemple um resgate histórico com um eleitorado e com uma governabilidade já exercida e vitoriosa, com novidades administrativas que ampliem o desenvolvimento social.
Muitos daqueles que hoje se mantém céticos ou até frustrados com o PT não mudaram de lado. Eles permanecem com os mesmos sonhos de um país mais justo e só precisam enxergar de novo uma luz para retornar à luta. Estamos com Haddad, com simplicidade, nem de carro e nem a pé, vamos de bicicleta, afinal, ninguém desaprende a andar de bicicleta.

Ricardo Jimenez, professor, químico e vai comprar uma bicicleta.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O Pré-Sal é "quase" nosso!





Em setembro de 2009, o presidente Lula lançou oficialmente o chamado Pré-Sal, uma nova fronteira exploratória de petróleo há 7 km de profundidade, abaixo de uma camada de sal, e que tem o potencial de mais do que duplicar nossas reservas. 
Todo o processo de mapeamento geológico e de planejamento da ação exploratória se deveu a uma mudança de postura da empresa após a vitória de Lula em 2003, com o fortalecimento do setor de pesquisas e o ressurgimento da indústria naval petrolífera.
A oposição  (diga-se PSDB e sua parceira preferida, a Globo), que em 1997, em pleno período de avanço neoliberal, quebrou o monopólio estatal do petróleo (permitindo que as gigantes internacionais operassem o petróleo nacional pagando apenas impostos e royalties, com o chamado sistema de concessão) e transformou a Petrobrás numa espécie de souvenir prestes a ser negociado (vide a mudança de nome para Petrobrax), tratou o pré-sal, a princípio, com ironia, ora dizendo que os poços eram secos, ora chamando Lula de garoto-propaganda de produto enganoso.
Ao se constatar que o "produto" era verdadeiro e de boa qualidade ( hoje, só com os campos de Tupi, Búzios e Libra, as reservas do pré-sal ultrapassam os 20 bilhões de barris recuperáveis e a produção diária já está em 500 mil barris), o jogo começou a mudar. 
A vitória de Dilma em outubro de 2010, a mudança do marco regulatório para o pré-sal, estabelecendo o regime de partilha, em dezembro de 2010 (dando para a Petrobrás e para o Estado brasileiro, novamente, o controle estratégico do petróleo) e a refinaria Abreu e Lima sendo construída (hoje, a maior refinaria brasileira já produz diesel e também produzirá gasolina), foram um banho de água fria nos planos das gigantes do petróleo mundial (é bom lembrar que José Serra havia, em 2010, prometido para a gigante Chevron que, se eleito, voltaria ao regime de concessão no pré-sal). 
Foi exatamente nessa altura dos acontecimentos que o mecanismo do golpe foi acionado. Era a chance do "segundo mensalão", dessa vez no coração de todo o sistema de desenvolvimento nacional: o sistema petrolífero.
Agora é preciso que se diga claramente que, desde que chegou ao poder, uma parte do PT acabou traindo seus ideais e os ideais de sua militância e de seus eleitores, e, se aproveitando de estruturas já montadas, usou dos mesmos processos e métodos usados por aqueles que o partido tanto criticava e se dizia diferente. Isso abriu flancos para o mensalão e agora para a crise que envolve a Petrobrás ( que sofre ataques midiáticos apesar dos recordes de produção). Ponto.  E digo também que essa verdade em relação a uma parte do PT em nada inviabiliza a minha análise futura, que se dá na comparação entre um posicionamento entreguista e anti-nacional ( marcado pela parceria Globo/PSDB) e um posicionamento de tendência trabalhista e nacionalista ( marcado pelos governos Lula/Dilma desde 2003). Essa visão mais global e estratégica é importante para marcar posição e continuar decidindo para o bem do país, como fez o povo brasileiro ao reeleger Dilma agora em 2014. Ponto.
Tanto o chamado mensalão, quanto essa atual crise envolvendo a Petrobrás e tantos outros esquemas de corrupção têm um ponto em comum: a promiscuidade na relação entre público e privado no Brasil e a indecência dos processos de financiamento eleitoral feitos pelas mesmas empresas que fazem contratos com os governos ( realidade que o PT não ousou mudar). E isso envolve todo mundo (partidos e empresários), mesmo que nossa mídia oficial, monopolista e golpista, tente nos fazer crer que apenas um partido é o culpado ( coincidentemente o partido que governa tomando posições contrárias ao que sempre defendeu essa mesma mídia ). Essa realidade é uma estrada asfaltada para tentativas de golpe. Tentam esconder que Pedro Barusco, Fernando Baiano, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa (muitos desses com depoimentos de delação premiada na operação Lava-Jato) operam sistemas de corrupção na Petrobrás desde 1998; tentam esconder que foi através de um parecer do Advogado-Geral da União em 98, que gerou um decreto presidencial, que a Petrobrás passou a fazer contratos sem licitação; tentam esconder, também, que esse mesmo Advogado-Geral na época é o atual ministro Gilmar Mendes, que segura há 9 meses o processo de proibição de doações empresariais para campanhas eleitorais ( uma das principais raízes da corrupção). E pior, tentam esconder que o doleiro Alberto Yussef é cria tucana, operando com lavagem de dinheiro desde o escândalo do Banestado em 2003 ( e que era num jatinho de Yussef que viajava o então candidato ao governo do paraná em 98, atual senador Álvaro Dias). Aliás, o mesmo que fizeram com o fato de que Marcos Valério construiu o esquema de caixa dois eleitoral operando para o PSDB de Minas.
E porque o pré-sal é quase nosso? 
Porque o Brasil ainda é e será por muito tempo um país em disputa. Não é só o pré-sal que é quase nosso, nosso destino enquanto povo e país também é quase nosso. Aliás, essa luta pelos destinos nacionais não é nova, apenas se repete desde que Vargas lançou as bases do Trabalhismo e fundou a Petrobrás!
O avanço neoliberal a partir de 1990 foi uma tragédia na América Latina: miséria, desemprego, desmonte nacional. O que grande parte da Europa passa hoje, nós passamos há 15 anos atrás, porque não tínhamos na época um "Estado de Bem-Estar Social", que eles tinham e que agora vem perdendo, enquanto nós lutamos para montar. É justamente na América Latina, onde políticas não neoliberais foram adotadas nos últimos 15 anos, que a desigualdade mais diminuiu aqui, e, como ainda somos uma região extremamente desigual, precisamos avançar mais e nosso inimigo é o neoliberalismo. E a realidade da América Latina é a realidade do Brasil: a luta contra o modelo neoliberal e pelo aprofundamento das políticas de promoção social.
O pré-sal ainda não é todo nosso porque temos um sistema de mídia golpista e monopolizado que joga contra os interesses nacionais. Precisamos de uma lei de mídia como fez o Uruguai do grande Pepe Mojica aqui. O pré-sal ainda não é nosso porque temos um sistema eleitoral que privilegia o poder econômico e faz com que o conservadorismo cresça no Parlamento. Temos que reformar o sistema eleitoral para que a montagem de um ministério de um governo como o da Dilma não tenha que fazer tanta concessão à direita, ao agronegócio e ao conservadorismo para poder governar. O pré-sal ainda não é totalmente nosso porque a nossa sociedade ainda não tem mobilização suficiente para forçar um governo a tomar medidas que aprofundem as políticas populares, e que diga claramente para a presidente eleita: Dilma, governe em nome daqueles que a elegeram!!
As vitórias eleitorais conquistadas desde 2003 são vitórias parciais, porque o governo ainda não é aquele com o qual sonhamos e temos nos nossos calcanhares algo muito mais destruidor: os entreguistas neoliberais que, felizmente, temos conseguido manter longe do poder central. Como disse a mulher de Mojica: " a América Latina respirou aliviada". Ainda é uma respiração meio entupida, dona Lúcia, mas é uma respiração.

Ricardo Jimenez, professor, químico e fã de samba de raiz!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Resultados do ENEM: para além da classificação!

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais ‘Anísio Teixeira’, INEP, divulgou os resultados das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio, ENEM, em 2013 (dados aqui). Trata-se de uma importante ferramenta para gestores e professores, pais e toda a comunidade escolar quando tais dados são analisados de forma mais abrangente do que aquela que os jornais costumam realizar elaborando apenas uma classificação e ranqueamento das escolas.

O conjunto de resultados é composto por uma média do desempenho dos alunos da escola em cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliada no exame (Linguagens; Matemática; Ciências Humanas e Ciências da Natureza) e na redação. Os dados também mostram a porcentagem de alunos subdivididos em 5 níveis de proficiência. Por fim, o INEP inovou este ano ao divulgar também junto com o desempenho da escola o Indicador do Nível Socioeconômico dos alunos, INSE, e um Indicador da Formação Docente dos professores da escola. Por fim, é importante ressaltar que somente as escolas que tiveram mais 50% dos alunos no exame tiveram seus resultados divulgados.

Ao analisarmos o quadro do desempenho das escolas de Ribeirão Preto (dados aqui), a primeira coisa que chama a atenção é que as 10 escolas com maior desempenho médio no exame tem um INSE classificado como muito alto (de forma semelhante ao que ocorre no contexto nacional). Isto é um dado extremamente relevante e revelador aos gestores públicos, pois, se, por um lado, a educação é considerada como fator essencial para se diminuir as desigualdades sociais, nesse caso, ela tem se prestado a aumentar tais desigualdades, na medida em que serão os alunos dessas escolas de maior desempenho (e maior INSE) que terão condições de estudar nas melhores universidades e nos melhores e mais concorridos cursos (medicina e engenharia, por exemplo). Um aluno que estuda em uma escola com um INSE baixo está condenado a não estudar nos melhores cursos das melhores universidades. Isto é um dado extremamente revelador da exclusão social em nossa sociedade por meio da educação: os alunos das escolas das periferias (com baixo INSE) não terão o direito de estudar medicina/engenharia numa universidade pública de qualidade.

Um outro dado ‘oculto’ mas revelador é que os resultados divulgados pelo  INEP trazem 33 escolas particulares de Ribeirão Preto e apenas 11 escolas públicas (sendo 1 municipal e 10 estaduais). Digo dado oculto porque a cidade possui mais de 30 escolas estaduais de ensino médio que não aparecem na divulgação, localizadas principalmente nas periferias da cidade. Conforme mencionei no início do texto, um critério para a divulgação é ter 50% dos alunos participantes no exame. Se escola não apareceu nos dados significa que menos que 50% dos seus alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio fizeram o exame, mas por quê? Se o ENEM é hoje a principal porta de entrada do Ensino Superior brasileiro, tanto em universidades públicas, por meio do SISU, quanto em universidades particulares, por meio do PROUNI, podemos supor que os alunos da periferia que não fizeram o exame não tem a perspectiva de continuidade dos estudos. E isso é outro dado relevante, pois as camadas com mais vulnerabilidade são aquelas que mais necessitam de incentivos para estudar e nós não estamos conseguindo convencê-los disso.

Enfim, há muito que se analisar com esses dados divulgados, mas o que me é mais revelador é escancarar as desigualdades sociais ainda muito predominantes em nossa sociedade e a educação (e a falta dela) como um fator de continuidade.

Ailson Vasconcelos da Cunha, professor e doutorando. Um eterno aprendiz.

URUGUAI APROVA NOVA LEI DE MÍDIA

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014



Prefeitura: 84% da receita para manutenção da máquina - "Vamos vender a Cava do Bosque!"



Conforme manda a Constituição Federal, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto fechou o ano votando a Lei de Diretrizes Orçamentárias do município. É uma obrigação e um dever constitucional do parlamento, mas como o orçamento é a vida de uma cidade, ele deveria ser debatido com mais profundidade por todos.
Alguns podem alegar que a Câmara promove audiências públicas, outra obrigação constitucional, mas não basta! O debate sobre o orçamento deveria ser promovido em cada bairro desde meados do ano, e não ser votado a toque de caixa no apagar das luzes do ano em sessões extraordinárias, como, aliás, sempre acontece.
Aos números.
Receita: 2 bilhões e 500 milhões de reais (com uma estimativa de aumento de arrecadação na casa dos 13%). Até aqui, tudo bem, um bom montante. O ISS eletrônico e o reajuste do IPTU deram resultado.
Afirma a Prefeitura no projeto de lei: "buscamos atingir o equilíbrio fiscal, aumentando receitas e diminuindo despesas" ( o mesmo argumento coxinha usado desde a década de 90 pelos modelos neoliberais e que não quer dizer nada, ou melhor, quer dizer que a Administração vai cortar gastos: SOCIAIS!!).
Da receita prevista, 84% são para a "manutenção da máquina administrativa", conforme o projeto de lei. São 25% com saúde (mais 100 milhões vindos do governo federal como repasse constitucional do SUS), 23% com educação (mais 9 milhões vindos do FUNDEB), 6% com transferências para autarquias/fundações/câmara de vereadores, 10% com obras/infraestrutura/material permanente (mais 7 milhões do Ministério das Cidades para saneamento), 3% com assistência social e 17% com despesas de capital (onde entram as dívidas, que consomem 80 milhões de reais só para sua rolagem).
No total, somando o valor de 81 milhões de reais do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), 
a Prefeitura tem um déficit de mais de 70 milhões de reais, por causa das autarquias (outra caixa preta onde se encontra o DAERP, uma joia municipal localizada acima de um manancial de água mineral  e que desperta a cobiça de muitos).
Se olharmos isso de maneira global, perceberemos que tanto a manutenção da máquina, quanto os investimentos e a saúde financeira da Prefeitura andam precárias, bem distante da cantilena do "equilíbrio fiscal" pregado no Brasil. Tirando o fato de que os municípios são, sim, os mais prejudicados financeiramente desde os sombrios anos de FHC até hoje, concluímos que a Prefeitura de Ribeirão Preto é uma instituição distante da população e que seu orçamento, comparado com o dia a dia das pessoas, é quase uma obra de ficção. Quem faz a máquina funcionar bem é o funcionalismo, o servidor, que deveria ser bem pago, valorizado e ter ao seu dispor a melhor estrutura possível. Nada disso existe. No Brasil, a administração pode gastar o quanto for para  premiar o capital rentista, mas não pode gastar com a valorização do servidor.
Nesse ano, além dos 10 milhões de reais reservados para o livre remanejamento do Executivo, foram vários os pedidos de crédito suplementar feitos ao Legislativo. Os projetos onde o município é parceiro do governo estadual ou federal, como a internacionalização do aeroporto Leite Lopes (contrapartida de 25 milhões da Prefeitura) e as obras do PAC de mobilidade urbana (contrapartida de 31 milhões da Prefeitura) causam dor de cabeça para a Administração. O pagamento de fornecedores é um tormento, pois não há dinheiro. E ainda há o pedido de autorização para leiloar terrenos da Prefeitura, como aqueles onde ficam os barracões na Vila Virgínia (onde seria o nunca concretizado Centro Administrativo). Um patrimônio histórico e potencialmente útil sendo vendido para fechar as contas.
Sobre este debate, houve vereador que justificou sua concordância porque assim os usuários de crack não mais utilizariam o local. E teve o Cícero, que disse ser favorável a vender mesmo para não prejudicar as finanças municipais, e, se a Prefeitura tivesse dificuldade em honrar sua contrapartida de 25 milhões do aeroporto Leite Lopes, que "se venda a Cava do Bosque, mas que se não se deixe de investir na modernização do município!".
Pois é, Ribeirão Preto está distante de seu povo há mais de 15 anos. O que faremos: venderemos os nossos políticos?

Câmara Municipal

Além da votação do orçamento, os vereadores dedicaram as últimas sessões para dar nome para ruas, propor títulos de cidadão ribeirão-pretano, garantir a continuidade da tarifa zero para deficientes no transporte público (que as empresas de ônibus queriam "rediscutir") e deixaram o debate sobre o Plano Diretor do município para o ano que vem.
obs) Por falar em tarifa zero, em breve uma entrevista com o vereador Jorge Parada, que realiza estudos sobre um projeto neste sentido.

PAC - mobilidade

Ribeirão receberá cerca de 300 milhões em verbas para obras de mobilidade urbana. Com os municípios em estado grave de anemia há mais de uma década, cabe ao governo federal propor as verbas, que são boas, mas que poderiam ser maiores se fosse discutida no país a reforma do pacto federativo. Mas, vamos lá: viadutos, pontes, passarelas, túneis, corredores de ônibus e terminais. 
Ótimo.
Mas, de novo, uma verba de 300 milhões é destinada e a população fica de fora do debate. Não é só uma questão de informar, é uma questão de debater! Isso será tema de artigos aqui no blog, mas eu não gosto da ideia de despejar dinheiro num sistema controlado pela Transerp e que oferece há décadas ônibus lotados e pouco eficientes como única forma de transporte em Ribeirão. Mas isso é assunto para outro dia. Bem-vindas as verbas federais!

Ricardo Jimenez, professor, químico e comercialino!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Solução está na Política!



Começo de antemão pedindo desculpas por mais um artigo explicativo, mas penso que nesse início de blog isso seja realmente necessário. Por aqui, vamos escrever sobre política porque acreditamos que é se interessando e entendendo um pouco mais sobre política que vamos pouco a pouco nos preparando para não sermos mais enganados tão facilmente.
O que vemos no nosso dia a dia é um sistema de mídia monopolizado, que nasceu, cresceu e se sustenta se utilizando de práticas políticas nada honradas ( haja vista a maior de todas, a Globo, recebendo 5 bilhões em verbas publicitárias aqui e sonegando 1 bilhão em impostos aqui), investindo todo o seu esforço para nos convencer que política é algo feito por gente suja, de forma suja e com objetivos sujos. Lógico que, nessa empreitada, a mídia, convenientemente, toma as medidas necessárias para criar os vilões enquanto trata de esconder as mazelas do grupo que a apóia. Isso fica claro na relação atual da mídia entre PT e PSDB. Mas isso existiu em qualquer época e continuará existindo com outros personagens. A lógica é a seguinte: jogando a prática política na lata do lixo e criando os vilões do momento e acabando com sua credibilidade (perceba que o mote falso moralista -abaixo a corrupção- é recorrente) em quem as pessoas vão acreditar? Na mídia, lógico, e, por tabela, nos seu grupo político protegido. Dessa forma, a mídia e seu grupo político protegido (sim, a mídia faz muita política, e gosta!) podem pautar e decidir os caminhos do país como bem quiserem. Como sempre fazem, aliás. Bem, exceto em alguns momentos da história, quando tiveram que investir na derrubada de governos cujas políticas nacionalistas e populares não condiziam com seus objetivos. Foi assim com Vargas aqui, com Jango aqui e agora com Lula e Dilma.
Podemos notar com tudo isso que, como o sistema de mídia é controlado por uma elite apoiada politicamente (e financiada até pelo governo!), quem acaba sobrando de fora nessa história toda é o cidadão comum.
Não vou dizer aqui que é preciso gostar de política, não chegarei a tanto; mas é preciso dar para a política uma atenção cuidadosa para entender como funciona um jogo que, você querendo ou não, acontece e tem tudo a ver com a sua vida. E, acredite, não é com passeata falso moralista, gritos e ódio ou esperando um Salvador da Pátria que as coisas se resolvem. Conhecer minimamente como o seu prefeito executa o orçamento, como votam os vereadores, quem financia as campanhas faz parte desse esforço mínimo necessário.
O alvo do discurso midiático de linchamento da prática política é o cidadão comum, que decide eleições e que, devidamente "desinformado", acaba se mantendo distante o suficiente para ser usado como massa de manobra para objetivos escusos. Com o cidadão comum tomando nojo pela política, a mídia passa imediatamente a ocupar o lugar de pilar moral a ser seguido. Acontece que a mídia anda colada com as estruturas de poder político, se beneficiando delas, ao mesmo tempo em que as transforma perante os olhos de todos em algo nojento e repulsivo.
Você já deve ter se perguntado como aquele deputado ou vereador que você despreza consegue se reeleger sucessivamente, não é? Pois é, isso é possível porque o cidadão comum, ao se retirar da prática política, deixa espaço para as estruturas de poder já montadas. O político crápula que você rejeita mas que, todavia, se elege, faz isso usando o financiamento empresarial (empresário adora política), a estrutura de um sindicato, de uma igreja, de uma ONG e, sim, dinheiro público: verba de gabinete desviada, cargos políticos de apadrinhados no executivo que o cidadão comum nem desconfia e emendas parlamentares caça-votos.
No final de tudo, a mídia e as velhas estruturas de poder vão elaborar seus planos enquanto você fica de fora, orgulhosamente odiando a política!
Cabe a cada um de nós debater política, buscar conhecer as estruturas do poder vigente, se aprofundar no jogo político, sem nojinho ou arrogância, mas na busca de identificar os discursos mentirosos e ardilosos. Temos que tentar estabelecer nossos padrões políticos de maneira minimamente independente e, sim, atuar na cena política para envolver mais pessoas.
Aqui nesse blog nós faremos isso. Defenderemos a inclusão social acima de tudo, as políticas de emprego e distribuição de renda, o imposto progressivo e a taxação do capital rentista, a ampliação e qualidade educacional para amplas massas, o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas, vamos mostrar na medida do possível as entranhas do jogo político, não para disseminar o ódio, mas para trazer o cidadão comum para o debate político. Devemos participar do jogo político para transformá-lo.
Afinal, a solução está na política!

Ricardo Jimenez, professor, químico e fã de Mané Garrincha" - o maior de todos!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ribeirão, polo educacional: de quem? Para quem? Para quê?

Fachada da E. E. Dr. Guimarães Júnior, a primeira escola de Ribeirão Preto.
A educação é um direito constitucional garantido a todos os brasileiros e brasileiras e estrangeiros residentes no país. Também de acordo com nossa constituição, a educação é um dever do Estado (União, estados e municípios) e das famílias. No entanto, apesar dos avanços, o país ainda patina para garantir esse direito a todos e Ribeirão Preto reflete um pouco este cenário nacional.

Nossa cidade é considerada um polo educacional por contar com grande infraestrutura nessa área (principalmente universitária) e receber estudantes de todas as regiões do país e do mundo. Mas afinal, quem tem o direito de estudar em Ribeirão?

A cidade conta com um campus da Universidade de São Paulo, USP, que oferece todo ano centenas de vagas de graduação e pós. Mas quem estuda na USP? 

Ribeirão também conta com inúmeras outras instituições de ensino superior que oferecem os mais diversos cursos (por exemplo, atualmente a cidade conta com 4 instituições que oferecem cursos de medicina, sendo 3 delas particulares). Mas, quem tem o direito de estudar nessas intuições?

No ensino médio, considerado o gargalo educacional brasileiro, e no ensino fundamental, a cidade também vai bem: são dezenas de escolas, tanto públicas quanto particulares. Porém nessas modalidades o grande diferencial é a qualidade. No entanto, devemos nos perguntar: quem pode estudar nas melhores escolas da cidade?

Já a educação infantil, agora também uma obrigação municipal, ainda carece tanto de muita infraestrutura (são centenas de mães a espera de vagas), quanto de qualidade. O que nos faz mais uma vez perguntar: quem tem o direito a creches e centros municipais de educação infantil?

São perguntas desse tipo que nos propomos a debater nesse espaço, O Calçadão, para que possamos mobilizar ações a fim de garantir, de fato, a todos os o direito à educação.

Ailson Vasconcelos da Cunha, professor e doutorando. Um eterno aprendiz.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Em Busca do Diferente



A atividade turística é uma das maiores movimentadoras lícitas de capital no mundo. Mesmo assim, ela ainda está pautada em pilares amadores, desqualificados e errôneos.
O Brasil é considerado o país de maior biodiversidade do planeta. Com dimensões continentais, é também um país de riquíssima pluralidade cultural, onde encontramos muito do que podemos caracterizar como atrativo turístico.
Entretanto, não devemos confundir "matéria-prima" turística com "infra-estrutura" turística. Não basta ter "matéria-prima" turística para que o turismo ocorra. É preciso se qualificar preparando melhor o receptivo. O Brasil precisa aprender a recepcionar e a investir com afinco na regionalização de suas atividades, capacitar mão-de-obra local, qualificar sua população e educá-la para entender e aceitar suas diferenças e aprender a receber da mesma forma o visitante diferente. A massificação e a homogeneização são as maiores inimigas do turismo.
A busca e a valorização do regional - que por sua vez poderão gerar a renda compatível com toda nossa diversidade - deve ser o enfoque principal dos que se propõem a trabalhar e investir no turismo. Afinal, ninguém se desloca para ver o conhecido e, sim, o incomum.
Identificar e fomentar as particularidades de Ribeirão Preto de forma planejada e qualitativa, de maneira a gerar renda com uma distribuição mais equitativa é o nosso dever de casa.

Marcelo Botosso: Mestre em História, foi Secretário de Turismo em Sales/SP, Historiador da Cidade de Salto/SP e autor do livro FALN-A Guerrilha em Ribeirão Preto.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O Calçadão está no ar!



A informação é, ao lado do conhecimento, uma das ferramentas mais importantes da vida em sociedade, não só da nossa sociedade moderna, mas em todos os tempos. Sempre quem controlou a informação, controlou uma parte do poder político e social.
Nas democracias modernas, o acesso à informação deveria, por princípio, ser um direito de todos e os veículos responsáveis pela produção e divulgação da informação também deveriam, por princípio, serem democratizados. Mas nós sabemos muito bem que isto não acontece. A informação anda ao lado do poder e enquanto uma minoria a controla, uma maioria é controlada.
No Brasil, os meios de comunicação não são democratizados: cerca de 6 famílias abastadas controlam os principais jornais e canais de TV (se utilizando de concessões estatais), e uma infinidade de estações de rádio estão sob controle de políticos ou apadrinhados de políticos. Tudo isso está a serviço de uma máquina política e eleitoral que funciona para manter intactas as estruturas de poder.
Como a elite política não tem interesse e a sociedade não tem mobilização suficiente (talvez por falta de informação) para realizar uma reforma midiática democratizadora no Brasil, só há um caminho para, minimamente, se driblar o controle da informação mantido pelos veículos oficiais: a internet. Somente a internet permite que qualquer pessoa possa ser um produtor de conteúdo e que um grupo de pessoas possam debater os mais diferentes assuntos com certa liberdade e independência da padronização oficial. Este é exatamente o objetivo do blog O Calçadão! Nossa meta é produzir conteúdo e promover o debate político e cultural em Ribeirão Preto, sempre com o viés da inclusão social.
O calçadão, espaço físico localizado na região central da cidade, serviu de mote para o nome do blog porque, sendo o local onde todos passam, nos faz refletir sobre a condição da nossa cidade e nos induz a certos questionamentos: nossa cidade é acessível a todos os seus moradores?  Todos os ribeirãopretanos gozam dos mesmos direitos e das mesmas oportunidades em nossa cidade? Temos todos nós o mesmo acesso à informação, aos espaços culturais e ao debate dos temas mais importantes da cidade onde vivemos?
O Calçadão, o blog que agora se inicia, vai trilhar este caminho, debatendo todos os assuntos importantes com o viés da inclusão social, incentivando a participação ampla da população nos caminhos do seu município, sem esquecer dos temas nacionais que se refletem em Ribeirão Preto, tentando responder e aprofundar os questionamentos feitos acima e estamos convidando todos vocês a contribuírem com este debate. Por isso que o lema do nosso blog é: Uma Cidade Para Todos!
Venham conosco!

Ricardo Jimenez - Químico, Professor e fã número 1 de Mané Garrincha "A Alegria do Povo".